Uso de plataformas digitais pelo comércio: um diferencial competitivo

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O representante da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL) na Câmara Brasileira de Tecnologia da Informação (CBTI) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Jean Paul Newman, participou no último dia 21 de uma reunião no Rio de Janeiro. O encontro promoveu um debate acerca das plataformas digitais em rede e de como essas ferramentas podem ser aliadas dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo.

A ideia é que a plataforma digital (tipo Marketplace) seja acessível a todos empresários do sistema. “Funcionaria como um distribuidor virtual que integra e agrega consumidores, fazendo a interface entre produtores e mercados”, explicou Jean. Ele acrescenta que foi discutida também uma forma que possibilitasse as federações e sindicatos do Sistema CNC conseguirem uma fonte de receita complementar por meio de negócios realizados pela plataforma.

“Entre alguns dos objetivos desta proposta, podemos destacar a possibilidade das empresas do Sistema CNC participarem do “Mundo Digital”, o estabelecimento de uma conexão em rede destes participantes, ampliando o alcance, além do ganho em escala, beneficiando principalmente as pequenas empresas”, disse.

O coordenador da CBTI, Francisco Saboya, destacou a relevância da plataforma digital. “É um tema atual e relevante para ser debatido em uma entidade como a CNC, que gera insumos para federações de comércio e para os sindicatos associados. Não apenas somos digitais e conectados: somos e estamos em rede, e em cada vez mais redes, distribuídas, pulverizadas. Temos que ter inteligência para explorar o melhor de cada ator desse processo”, afirmou.

Mercados em rede

O conceito de mercados em rede também foi muito debatido pelos membros da CBTI. Saboya explicou que esses mercados são abstrações dos mercados físicos, um universo virtual onde os agentes (compradores e vendedores) têm que investir em conexões e habilitar suas capacidades de se relacionar e interagir com terceiros.

O coordenador da CBTI também abordou a evolução das plataformas: do controle para a colaboração; de plataformas fechadas para abertas; e da otimização do que é seu para a integração do melhor dos conteúdos de todos que integram as redes. “Nestes tipos de plataforma cabem relações típicas das redes sociais. Quando navegamos no Trip Advisor, por exemplo, percebemos que os comentários e as interações são muito importantes. Ou seja, além dos rankings, a interação dos usuários influencia na hora de fazer um negócio”, explicou Saboya. “No mercado formal, estamos acostumados à figura do distribuidor exclusivo de algum produto ou serviço, com redes regionalizadas, típicas da economia industrial e analógica. A plataforma é um distribuidor virtual que integra e agrega consumidores, fazendo a interface entre produtores e mercados”, complementou.

Ainda durante a reunião da Câmara, foram analisados os principais projetos de lei que abordam temas de interesse do setor de tecnologia da informação, com participação técnica de representantes da Assessoria junto ao Poder Legislativo (Apel) e da Assessoria de Gestão das Representações (AGR) da CNC.

Fonte: CNC – com adaptações

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