Oportunidade. Essa é a palavra chave para 40 reeducandas do Presídio Santa Luzia selecionadas pelo sistema prisional para participar do curso de Assistente de Cabeleireiro, do Programa Senac de Gratuidade (PSG). A iniciativa é uma parceria da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL) e o Sindicato das Empresas de Serviço de Estética e Beleza do Estado de Alagoas (Sindibeleza). Uma solenidade no presídio ontem (3), marcou o início das aulas práticas do curso que terá duração de dois meses e meio.
O foco da iniciativa é a inserção no mercado de trabalho de mulheres que hoje cumprem pena no presídio. A qualidade do curso oferecido pelo Senac dentro do Santa Luzia é a mesma das aulas ministradas nas unidades de ensino. O Senac forneceu não apenas todos os insumos que garantam a realização das aulas, como shampoo, condicionador, cremes de hidratação, água oxigenada, capa de corte e os equipamentos, mas também o material didático e o uniforme.
O curso iniciou no dia 13 de julho com as aulas teóricas. “O melhor ganho que elas têm no curso é a possibilidade de trabalharem como autônomas, quando saírem daqui”, afirmou o instrutor do Senac, Cláudio Teixeira. As 40 reeducandas estão divididas em duas turmas. Pela manhã, as aulas acontecem das 8h às 12h. E à tarde, das 13h às 17h.
SOLENIDADE
Durante a solenidade, a reeducanda Clarisse Vieira, falou em nome do grupo, agradeceu a parceria entre as entidades e o sistema prisional e ressaltou a contribuição que o curso representa para o futuro das participantes. “Poderíamos fazer um curso de Auxiliar Administrativo, mas qual seria a garantia de alguém nos empregar?”, indagou.
De acordo com Clarisse, a repercussão do curso está sendo tão positiva entre as reeducandas que já é possível perceber a melhoria na autoestima e até questões relacionadas à saúde. “Não faltou nada pra gente. Agora, é agarrar essa oportunidade”, disse.
O presidente da Fecomércio, Wilton Malta, afirmou não ter dúvidas de que o curso está aprovado pelas participantes tomando como parâmetro os aplausos dedicados ao instrutor do curso. Malta disse que as reenducandas devem deixar o passado e focar no futuro. “A dedicação ao curso poderá ser fator decisivo para o futuro de cada uma de vocês ao conquistar uma vaga em um dos vários salões da cidade ou mesmo abrir o próprio negócio”, destacou.
O presidente do Sindibeleza, Ariel Fernandes, se dispôs a contribuir com sua experiência profissional durante as aulas práticas. “Talvez, alguém diga que é um simples curso, mas não é. É uma grande oportunidade. Aproveitem”, ressaltou.
Segundo o gerente da Unidade Carlos Milito, André Santos, está sendo avaliada a possibilidade de realizar outros cursos no presídio até para complementar a formação das reeducandas, a exemplo do curso de manicure, depilação, aperfeiçoamento na área de Colorimetria, entre outros. “Acreditamos muito em vocês. Quem custeia os cursos são os empresários que contribuem para o Sistema S. Esse curso é transformador”, afirmou.
O curso é indicado para qualquer pessoa que nunca tenha tido contato com a profissão de cabeleireiro, ao término do curso a aluna aprovada estará apta a abrir um salão de beleza, tendo também a noção de administração de um pequeno negócio.
De acordo com a diretora de Educação, Produção e Laborterapia do Presídio Santa Luzia, Andréa Rodrigues, o critério para a escolha das participantes foi o bom comportamento e também as que estão mais próximas de cumprir a pena.
O superintendente de Administração do Sistema Penitenciário, major Marcos Henrique do Carmo, resumiu a iniciativa em três palavras. “Oportunidade, conhecimento e agradecimento aos parceiros Fecomércio, Senac e Sindibeleza. Não é um curso qualquer. Trata-se de um curso de qualidade e credibilidade em qualquer parte do País”, comentou.
O presidente do Sindicato dos Representantes Comerciais (Sirecom), Arthur Guillou, também prestigiou a solenidade que marcou o início das aulas práticas.
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Reeducandas iniciam aulas práticas de Assistente de Cabeleireiro
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