Parceria leva curso de Cabeleireiro ao Presídio Santa Luzia

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A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL) e o Sindicato das Empresas de Serviço de Estética e Beleza do Estado de Alagoas (Sindibeleza), em parceria com o Senac, iniciaram o curso de Cabeleireiro Assistente, no Presídio Feminino Santa Luzia, no dia 13 de julho, com as aulas teóricas. Na próxima segunda-feira (3), haverá uma solenidade no presídio para marcar o início das aulas práticas. Quarenta mulheres participam do curso.
Trata-se de uma iniciativa com foco na inserção do mercado de trabalho de mulheres que hoje cumprem pena no presídio. O curso é oferecido gratuitamente e terá o total de 200 horas. Aulas acontecerão por dois meses e meio em duas turmas, uma pela manhã e outra no período da tarde.
O curso é indicado para qualquer pessoa que nunca tenha tido contato com a profissão de cabeleireiro, ao término do curso a aluna aprovada estará apta a abrir um salão de beleza, tendo também a noção de administração de um pequeno negócio.
O Senac leva todos os insumos que garantam a realização das aulas como shampoo, condicionador, cremes de hidratação, água oxigenada, capa de corte, entre outros. Além dos equipamentos. O presídio disponibiliza um espaço apropriado para a realização do curso.
Para o início das aulas práticas, vão participar o presidente da Fecomércio, Wilton Malta, o presidente do Sindbeleza, Ariel Fernandes, o gerente da Unidade Carlos Milito, André Santos e o coordenador de Unidades Móveis, Alexandre Cézar. O Senac já realizou outras ações no sistema prisional de Alagoas, por meio do Pronatec.
O presidente do Sindibeleza, Ariel Fernandes, auxiliará com sua experiência e cases de sucesso, comparecendo em alguns momentos numa perspectiva motivadora para as alunas. Para Malta, a realização de ações sociais é papel de todos e uma iniciativa desse tipo poderá ser decisiva na vida dessas pessoas. “É a possibilidade de cumprir uma pena e sair com a perspectiva de reconstruir com dignidade. O ensino profissionalizante oferecido pelo Senac tem inúmeros casos de ex-alunos que tiveram a vida transformada pela oportunidade de trabalho”, comentou Malta.
De acordo com a diretora de Educação, Produção e Laborterapia, Andréa Rodrigues, o curso está sendo muito bem recebido pelas detentas. “Temos até um caso de uma detenta que estava com depressão e depois do curso já está interagindo com as colegas”, afirmou.
Andréa afirmou que o curso muda a rotina e isso é muito positivo. “Elas saem do cárcere. Vestem o uniforme, tem o material, a interação com o instrutor e as dinâmicas. Só temos a agradecer o Sistema Fecomércio pela iniciativa”, ressaltou.

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