O negócio não é só vender

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O principal objetivo das atividades comerciais é o lucro. Essa afirmativa, por ser óbvia, faz parte do cotidiano de todo empresário, independentemente de seu porte. O que por vezes esquecemos é que não vivemos apenas no mundo dos lucros e dos prejuízos. Vivemos num mundo de relações humanas que vão bem além das atividades laborais. Ao concretizarmos uma venda estamos diante de outra pessoa constituída por uma série de particularidades da qual o cliente é apenas a face imediata, mais visível.
Um vendedor honesto entrega ao cliente o produto que foi solicitado pelo valor contratado. Mas nos tempos em que vivemos, não basta ser honesto. A honestidade é fundamental, nem se discute; mas, além de ser um vendedor honesto é preciso ser um bom vendedor. A diferença entre o vendedor honesto e o bom vendedor é que este último sabe que o negócio não é só vender. É preciso estabelecer uma ligação com o cliente. Nessa ligação o vendedor não é apenas um vendedor e o cliente não é apenas um cliente – são dois seres humanos que têm famílias, medos, alegrias e planos. O bom vendedor se aproxima de seu cliente não como um vendedor, mas como gente… e justamente por isso se torna um bom vendedor.
Em épocas nas quais as relações humanas estão cada vez mais frias, o bom vendedor pode encontrar numa receita antiga o remédio para problemas atuais: “o fortalecimento dos vínculos”. O fortalecimento dos vínculos pessoais no dia a dia do comércio ajuda a reequilibrar a economia, faz bem para as vendas e faz muito bem para mente. O negócio não é só vender, o negócio também é ser humano.

Wilton Malta é presidente da Fecomércio AL

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