No Dia do Bartender, o #sextou vem com gostinho de drinks

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Por Sandra Peixoto, jornalista.

Se o #sextou já é um convite para brindar, imagina caindo em pleno Dia do Bartender, neste 4 de outubro. A data compõe a campanha digital “Empreendimentos que enriquecem cidades”, da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL) e celebra uma profissão que contribui para agitar não só bares e restaurantes, mas, principalmente, a economia. Somente em 2023, o consumo de bebidas alcóolicas movimentou cerca de R$ 268 milhões, em Alagoas; um crescimento de 15,72% quando comparado aos R$ 231,4 milhões de 2022. Em todo o país, este mercado fez circular pouco mais de R$ 33 bilhões, ano passado. Os dados são do IPC Maps.

Seja à base de cachaça, vodka, gim ou do que a criatividade do bartender inspirar, os drinks e coquetéis conquistam paladares em todos os lugares do mundo. A revista Drinks International, publicação dedicada ao mercado global de bebidas destiladas, vinhos e cervejas, veicula anualmente a relação dos 50 coquetéis mais vendidos, trazendo uma mostra do consumo mundial. Na divulgação deste ano (2024), além de clássicos como Cosmopolitan, Margarita e Mojito, a lista traz a brasileiríssima Caipirinha na 47ª posição. Mas não é preciso rodar o mundo para prová-los. Em Maceió, estes drinks estão no cardápio do Boteco Lugar Nenhum, que também oferta criações como Beleza Pura (o campeão de vendas), Bu-treco, Meu pé de limão e Peronildo, bebida que brinca com o nome de Fernando Peron, dono do Boteco.

Com um empreendimento prestes a celebrar 10 anos no próximo dia 12, Peron traz uma trajetória de crescimento característica de pessoas determinadas. Iniciando sua formação como garçom, pelo Senac de Águas de São Pedro (SP), o rapaz de 18 anos viu crescer, nas horas de estágio voluntário em um bar, a vontade de se tornar bartender; profissão que já tinha despertado sua atenção quando assistiu ao filme Cocktail, com Tom Cruise, em 1989. “Depois disso, fiz um curso em São Paulo na Associação Brasileira de Bartender (ABB). Foi bem corrido, mas dei um jeito de fazer porque eu queria ter formação máxima de bar que, no Brasil, eu poderia ter”, relembra. Desde então, não parou mais. Lá mesmo fez a preparação de bartender internacional, incluindo uma prova certificada pela International Bartenders Association (IBA). “Naquela época eu, com 19 anos, tinha decidido que queria realmente ser um barman porque, além de ver o filme e achar aquilo muito legal, quando tive contato e estudei sobre as bebidas, realmente me encantei pela área”, afirma.

 

Qualificação profissional que multiplica

Da teoria para a prática, algumas dificuldades surgiram, pois o consumo de coquetéis ainda não era um costume no país e o trabalho de bartender, na época, era basicamente fazer suco e lavar copo, sem espaço para que o profissional criasse os drinks e pudesse ter uma carta exclusiva com assinatura própria. “Demorou um pouco para o mercado amadurecer nessa parte e realmente começar a ter mais oportunidade de trabalho nessa linha”, observa Peron.

Já em terras alagoanas, o reconhecimento profissional o levou a se tornar instrutor do Senac, local onde sempre buscou destacar nos alunos a valorização da profissão, principalmente para abrir boas possibilidades de mercado e tirar, do senso comum, a ideia de que é só saber pegar uma bandeja ou fazer um drink para trabalhar como garçom e com bartender. Após uma trajetória de 10 anos como instrutor e consultor de empresas, ele virou empresário e buscou o equilíbrio entre influências externas e internas. Para ele, é importante explorar diversas fontes, inclusive de outras áreas, para poder fazer a diferença. “Se a gente fica muito preso no nosso mundo, a gente acaba sempre seguindo a trend, e não criando elas. Claro que é importante seguir também, mas em equilíbrio. Seguir uma parte, criar outras. Você só vai criar a moda quando você para de só seguir e começa a fazer antes”, incentiva.

Saber o caminho que se quer seguir e buscar as ferramentas de auxílio também ajuda neste processo. Uma delas é a qualificação profissional. As empresas que desejarem capacitar ou atualizar suas equipes nos segmentos de garçom e bartender, por exemplo, podem entrar em contato com o Senac AL. A instituição, que compõe o Sistema Fecomércio-Sesc-Senac Alagoas, oferta cursos corporativos com o projeto In Company. Por meio dele, os empresários podem investir na formação de seus colaboradores de acordo com suas necessidades, pois o centro de ensino formata o curso considerando a área de interesse e as particularidades de cada empreendimento. Na próxima segunda (07), inclusive, o Senac inicia uma turma de técnicas básicas para garçom, no Hotel Ponta Verde de Marechal Deodoro.

 

Surpreendendo com cevada

Que a cerveja tem uma variedade imensa de tipos todo mundo já sabe. Agora, você já tomou algum drink feito à base de cerveja? Se a pergunta pareceu estranha, é hora de abrir a mente e o paladar. Com uma rápida pesquisa na internet é possível encontrar receitas que prometem surpreender. E como Alagoas vem despontando com cervejarias de qualidade, de repente uma nova trend pode ser a de drinks criados em parcerias com estes produtores locais.

Segundo dados do Anuário da Cerveja 2024, ano de referência 2023, produzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Brasil tem 1.847 estabelecimentos registrados como elaboradores de cerveja e produtos com a denominação “cerveja” com registro válido, um crescimento de 6,8% em relação ao ano de 2022, com 1.729 estabelecimentos. Em números absolutos, este percentual representa um aumento de 118 cervejarias registradas, sendo o 8º maior aumento da série histórica.

No total, o Brasil uma variedade considerável de cervejas: são 45.648 produtos produzidos. Alagoas aparece no anuário com seis cervejarias registradas, uma redução de -14,3% em relação aos sete produtores registrados em 2022. Atualmente, temos 166 tipos de produtos produzidos (esse número chegou a 260 na pesquisa anterior) e 190 marcas de cerveja, quantidade que pode parecer alta face ao número de cervejarias, mas pode ser justificada pelo fato de um mesmo registro de cerveja contemplar mais de uma marca comercial. Ainda segundo o levantamento, o estado tem 521.281 mil habitantes por cervejaria.

Ficou com vontade de brindar? Aproveite o #sextou de hoje e ouse experimentar os variados sabores e tipos de drinks que nossos bares e restaurantes disponibilizam.

 

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