Mercado de trabalho exige profissional com atitude proativa

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O mercado de trabalho está cada vez mais exigente na contratação e, ao longo dos anos, as necessidades mudaram significativamente. Segundo a consultora de recursos humanos, Rita Teixeira, antes o ponto de referência de excelência para o funcionário era apenas a universidade federal. “Hoje em dia, o lugar onde você estudou não faz muita diferença. Suas atitudes e comportamentos influem muito mais”, afirma, acrescentando que “ter domínio em uma língua estrangeira, especialmente o inglês e o espanhol, é muito importante principalmente na capital alagoana que tem uma grande demanda no turismo, a qual exige domínio nessas línguas.”

Segundo a consultora, nenhum cargo exige escolaridade mais baixa que o ensino médio e engana-se quem imagina que os trabalhos braçais têm essa desnecessidade. A graduação no ensino superior é de grande importância para cargos mais específicos, mas não é de necessidade exclusiva, já que outras formações e cursos extracurriculares são levados em consideração frequentemente durante a seleção.

De todas as demissões, cerca de 90% não são ocasionadas por falta de preparo técnico ou de formação, mas sim motivadas pelas atitudes. Posturas positivas e características básicas como disponibilidade de horário, comprometimento nos resultados, produtividade e relacionamento grupal fazem parte do perfil profissional procurado pelas empresas.

Para o emprego ideal, o trabalhador deve sempre procurar algo que tenha prazer. “Não adianta almejar a vaga levando em consideração apenas o salário ou a estabilidade, como no caso de um cargo público. Todos nós temos contas a pagar […] mas para quem não ama a profissão que exerce, ela será entediante e não produtiva”, analisa.

Entrevista de Emprego

Na entrevista de emprego, há pouco tempo para mostrar características positivas. Chegar atrasado ou não estar vestido condizente com o cargo que almeja são coisas que podem levar à exclusão da seleção. “A pontualidade é essencial em qualquer tipo de emprego. Sua postura e aparência também são fatores de extrema importância”, orienta Rita. E para se dar bem na entrevista de emprego, a consultora dá outras dicas: “evite bocejar ou se espreguiçar, pois isso passa uma imagem de desleixo. De forma alguma atenda ao celular. Coloque-o no silencioso ou, se possível, desligue-o, tomando cuidado com alarmes e despertadores. Chegue sempre com muita antecedência, já que dar desculpas de trânsito ou qualquer outro motivo para atrasos é pior que o próprio atraso”, explica.

De acordo com a especialista, para a empresa o colaborador ideal é o que tem iniciativas para ter maior produção, em menos tempo, com redução de custos e que possui facilidade para trabalhar em equipe. Assim, como no caso do atraso, desculpas só devem ser dadas quando o ocorrido for realmente inevitável.

Para a assistente social Joana Madeiro, o emprego ideal é um cargo público, já que oferece muita estabilidade, mas enquanto essa realidade não se concretiza, a recém-formada busca emprego na iniciativa privada. “Para ficar mais preparada e me dar bem em entrevistas de emprego, vejo algumas dicas na internet de como me comportar, por exemplo”, afirmou. “Sei também que é muito bom ter muitos diferencias; por isso, sempre faço cursos para incrementar meu currículo como os de informática e idiomas”. Nessa procura por uma vaga, tanto na iniciativa privada quanto na pública, qualquer área de trabalho é válida. “Primeiro quero um pouco de estabilidade [financeira], depois eu estudo mais para passar em um [concurso] na minha área”, enfatiza.

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