
Em reunião na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), realizada nesta terça-feira (18), lideranças empresariais foram recebidas para discutir os pleitos dos segmentos de eventos e de transporte de turismo, dadas as circunstâncias impostas pela pandemia de Covid-19. Amargando prejuízos com as restrições publicadas em decretos estaduais, ambos os setores esperam que o governo viabilize alternativas para evitar ainda mais danos às categorias.
“O setor de eventos é um setor que tem sido muito machucado e muito mal interpretado”, destacou o diretor regional da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), Sérgio Feitosa. Frustrado com os últimos decretos, o empresário alegou que existem estudos, modelos de eventos e um protocolo foi elaborado, mas, em Alagoas, o segmento permanece sem perspectiva de flexibilização.
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Passageiros de Fretamento e Turismo (Sinfretur), Carlos Calheiros, a flexibilização concedida via decreto ainda deixa a desejar. “50% de ocupação do veículo não paga as contas”, observou. De acordo com o empresário, as despesas só se pagam com 100% da capacidade.
O presidente da Fecomércio AL, Gilton Lima, ressaltou que hoje, mais de um ano depois do início da pandemia, além do avanço no número de pessoas vacinadas, os próprios clientes estão se cobrando mais em relação aos cuidados com a higiene e, portanto, novas flexibilizações já se tornam mais viáveis. “A população está cada vez mais consciente da importância de seguir os protocolos”, complementou.
Diante do que foi exposto na reunião, ficou acordado que será elaborado um documento, com o apoio da equipe técnica da Federação, formada pelo assessor econômico, Victor Hortencio, pela assessora da presidência, Cláudia Pessôa, e pelo assessor tributário, Eduardo Medeiros. O objetivo é apresentar ao governo estadual propostas bem delineadas, inclusive, com estimativa de custos, para que se viabilize a aprovação dos pleitos.