Endividamento do maceioense alcança 64,6% em fevereiro

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Os gastos extras no primeiro mês de 2014 influenciaram o crescimento de famílias endividadas em Maceió. A alta de fevereiro ocorre após quatro meses em declínio sucessivo. Os dados são Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela CNC e divulgada pelo Instituto Fecomércio de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento do Estado de Alagoas (IFEPD).
De acordo com a pesquisa, o Índice de Endividamento do Consumidor (IEC) na capital subiu para 64,6%; uma elevação considerável quando constatado que em janeiro o percentual foi de 50%. No entanto, o resultado de fevereiro ficou aquém da média do ano de 2013 de 74% de consumidores endividados.
Apesar do crescimento, dentre os endividados houve redução no percentual dos consumidores que não poderão condições de pagar a dívida, registrando 4,3% contra 5,1% no primeiro mês do ano.
O percentual de consumidores com dívidas atrasadas também registrou crescimento, saltando de 20,5% (janeiro) para 23,1% (fevereiro); um incremento de 13%. Mas esse resultado fevereiro ainda é abaixo da média dos últimos 12 meses, quando se registrou 28% dos consumidores com dívida atrasada.
Apesar do crescimento dos índices de endividamento e de dívidas em atraso, a taxa de inadimplência caiu pelo terceiro mês consecutivo e ficou em 4,3% em fevereiro. Esse é o melhor resultado em 12 meses para o mercado maceioense. Por sua vez, a taxa de inadimplência em janeiro recuou para o melhor nível em 12 meses ao ficar em 5,1% (quase metade do nível registrado em dezembro de 2013).
Segundo análise do Instituto Fecomércio/AL, os indicadores para os dois primeiros meses de 2014 são favoráveis. O crescimento do percentual de endividados nesse período se justifica pelo aumento dos custos familiares com como pagamento de taxas e de reajustes que ocorrem nessa época do ano, bem como as despesas com instituições de ensino e material escolar, dentre outros. Mas, em comparação com os meses anteriores, os resultados demonstram que os consumidores maceioenses estão mais cautelosos com os gastos, se esforçando para cumprir os compromissos contratuais e reduzindo a exposição e vulnerabilidade financeira.
O cartão de crédito lidera o tipo de dívida mais comum entre os consumidores da capital alagoana (91,9%), seguido dos carnês de lojas (8,7%), financiamento de casa (9,8%) e financiamento de carro (9,7%).
Considerando o limite prudencial de 30% da renda que deve estar comprometida com dívidas, na média a família da capital alagoana quase alcança o limite prudencial (31,1%).

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