O Índice de Endividamento do Consumidor (IEC) de Maceió diminuiu 2,7% entre os meses de setembro e outubro, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisada pelo Instituto Fecomércio AL de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento (IFEPD). Apesar da diminuição, a pesquisa indica que 67,2% das famílias estão endividadas.
Seguindo a redução do nível de endividamento das famílias, a taxa de inadimplência parou de crescer e em outubro atingiu 10%. Em relação ao mesmo mês do ano passado, esse índice é 28% superior, mas, mesmo assim, a média de 2014 está abaixo da verificada em 2013 (7% contra 8%).
Para o Instituto Fecomércio AL, os números gerais do endividamento do consumidor da capital alagoana melhoraram em outubro. Como o crescimento da taxa de inadimplência dos meses anteriores foi interrompido, pode-se apontar para uma situação melhor no último trimestre do ano; período de maior volume para os setores de comércio e serviços em todo o país. Além disso, a cautela das famílias em relação ao consumo (observada na pesquisa sobre a intenção de consumo) pode indicar que mais consumidores busquem quitar suas dívidas.
Dados
Comparando o mês de outubro em 2014 e 2013, o IEC diminuiu 11%. Na média de 2014, o índice permanece abaixo do nível registrado ano passado (74% em 2013 contra 67,9% em 2014). Já o percentual de consumidores com dívidas atrasadas se manteve estável e permanece na marca dos 20%. Na média anual, em 2014 este indicador representou 21,5% dos entrevistados contra 29,2% em todo ano de 2013.
O cartão de crédito é o tipo de dívida de oito em cada dez maceioenses endividados. Outros tipos de dívida mais comuns são os carnês de lojas (11%) e financiamento de carros e casas (4,2% e 2,7%). Apesar da alta incidência, o nível de dívidas contraídas no cartão de crédito vem registrando queda, já que em outubro de 2013, o cartão era mais de 90% de todas as dívidas.
Considerando o limite prudencial de 30% da renda que deve ser comprometida com pagamento de dívidas, a família da capital alagoana excedeu um pouco, registrando um percentual de 33,6% em outubro. Porém, considerando o nível verificado em setembro passado, este percentual encontra-se estável.
Os dados desta pesquisa podem ser conferidos na íntegra pelo site do IFEPD: fecomercio-al.portaldocomercio.org.br/ifepd/