
A atual crise econômica atinge todos os setores da sociedade. Para o comércio de bens, serviços e turismo, a crise se anuncia por meio de uma terrível recessão, QUE VEM SE AGRAVANDO nos últimos dois anos. Para o cidadão, ela se manifesta no aumento do desemprego e queda na renda familiar. Para o governo, a crise representa uma queda na arrecadação. Cada um tenta superar a crise com as armas que possui: o comércio busca a inovação e abertura de novos mercados e, o cidadão, pode buscar a qualificação e o empreendedorismo. Já o governo tem duas opções para elevar a arrecadação: estimular a eficiência do mercado ou insistir em aumentar impostos.
Se por um lado os governos (aqui incluídas as esferas municipal, estadual e federal) sinalizam o estimulo à competitividade, como foi o caso das terceirizações, por outro lado há notícias preocupantes. Por exemplo: é preocupante a possível reforma das regras do PIS e Cofins que, na prática, onerariam consideravelmente o setor PRODUTIVO . Aqui é preciso se posicionar com clareza. No atual momento da economia, qualquer reforma que onere EMPRESAS, comércio ou indústria, é um atentado contra o povo brasileiro.
O segmento do comércio de bens, serviços e turismo é o setor mais importante da economia do Estado de Alagoas. Ele é responsável por 72% do Produto Interno Bruto (PIB) e engloba 60% dos empregos formais. Hoje, onerar este setor é como exigir que um jogador de futebol lesionado com uma distensão muscular volte a marcar gols passando mais tempo em campo e ajudando na marcação dos adversários. Ele nem vai voltar a marcar gols e vai agravar a lesão. É preciso preservar o comércio para preservar os empregos, para preservar a circulação do capital em nosso estado, para que o time de Alagoas volte a vencer.
Algumas medidas têm sido tomadas nessa direção. A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas (ALE) aprovou na sessão da última terça-feira (28/03) a criação da Frente Parlamentar em Defesa do Comércio. Essa medida é fruto da articulação da Fecomércio AL e tem o objetivo de proporcionar aos empresários alagoanos um canal de defesa de seus interesses. A Fecomércio assume o seu protagonismo orientando e sugerindo àqueles que têm o papel de legislar em nosso estado as medidas mais eficientes de estímulo à economia. Ações dessa natureza permitem que os representantes políticos estejam afinados com alguns dos mais nobres interesses do nosso povo. Até porque, como dizia o ex-presidente americano Ronald Reagan, a melhor política social é um emprego. Quem mais gera emprego é o comércio, e defender o comércio é o nosso negócio.
Wilton Malta é presidente da Fecomércio AL.