O nível de endividamento do consumidor da capital alagoana caiu no mês de outubro em comparação com setembro. Já o percentual de consumidores inadimplentes se elevou na capital. Os dados são da pesquisa da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pelo Instituto Fecomércio de Estudo, Pesquisa e Desenvolvimento do Estado de Alagoas (IFEPD).
O Índice de Endividamento do Consumidor (IEC) de Maceió registrou o percentual de 75,2%, o que aponta uma regressão de 7,4% em relação a setembro, quando o IEC alcançou 81,2%. Até o momento, é o maior percentual de queda registrado este ano.
Por sua vez, o percentual de consumidores com dívidas atrasadas se elevou 6,3% em comparação com o mês passado, quando 26,9% dos consumidores pesquisados tinham alguma conta em atraso. Este mês, percentual saltou para 28,6%. Também foi registrado crescimento na taxa de inadimplência: em setembro, o percentual foi de 7,6% e, este mês, a taxa subiu para 8,2%.
De acordo com a análise do Instituto Fecomércio, o nível de endividamento melhorou porque nos meses de julho e setembro ele foi bastante influenciado pelas datas comemorativas, quando as vendas do comércio foram muito fortes. Outro fator importante tem sido o arrefecimento – em razão de uma política monetária mais restritiva – dos índices inflacionários nesse segundo semestre.
Segundo o Instituto, a elevação do nível de inadimplência, apesar de forte, ainda não é motivo para se preocupar. Será preciso observar seu comportamento no mês de novembro para se ter uma linha de análise mais consistente em relação as expectativas com relação as vendas do período natalino.
O cartão de crédito lidera o tipo de dívida mais comum entre os consumidores da capital alagoana (87,9%), seguido dos carnês de lojas (10,6%), crédito pessoal (9,6%), financiamento de casa (6,3%), financiamento de veículo (4,3%) e crédito consignado (2,3%).
As dívidas com cartões de crédito são mais presentes nas famílias onde a renda ultrapassa os 10 salários mínimos (s.m). Por outro lado, o crédito consignado é largamente usado entre as famílias com renda abaixo de 10 s.m. Dívidas com financiamento de veículos e casas são mais assumidas entre as famílias com renda superior (20,9% e 14%, respectivamente).
Considerando o limite prudencial de 30% da renda que deve estar comprometida com dívidas, a família maceioense está acima desse limite (43,6%). Dentre elas, aquelas com renda inferior a 10 salários mínimos predomina (43,9%).
Para o Instituto Fecomércio, esses níveis estão elevados. Eles podem comprometer a capacidade de solvência das famílias e, com isso, diminuir o potencial de compras, caso os efeitos do aumento dos custos financeiros das dívidas passem a pesar ainda mais no orçamento doméstico por causa da tendência altista dos juros no país.
A pesquisa completa disponível no endereço fecomercio-al.portaldocomercio.org.br/ifepd/