Há algumas décadas, os comércios das cidades se concentravam em determinadas áreas, geralmente nas regiões centrais. Entretanto, o crescimento populacional e a consequente expansão das comunidades acabaram por fazer surgir os comércios de bairro.
Essa tendência é percebida, principalmente, nas áreas mais afastadas dos centros urbanos. Em Maceió, onde atualmente a expansão imobiliária avança para a parte alta, crescem também os investimentos, que vão desde lojas, mercadinhos e galerias, até shopping center; como no bairro do Benedito Bentes.
Ao passo que alguns locais começam a expandir essa modalidade negocial, outros um pouco mais tradicionais se consolidam, como acontece no Jacintinho. Mas, independentemente da localização, estas zonas comerciais trazem como características a diversidade e a boa oferta de produtos e serviços, fazendo com os bairros ganhem vida própria. Além disso, repercutem positivamente na economia local.
Outro fator positivo é a proximidade entre o dono do estabelecimento e o consumidor, o que acaba por auxiliar na fidelização da clientela. A comodidade gerada por este tipo de comércio também é um dos fatores atrativos. “Sempre busco o que preciso nas lojas aqui do bairro. É mais cômodo para mim por estar perto de casa e por ter de tudo um pouco. Só deixo para ir ao centro quando realmente não encontro o que quero”, fala o estudante Paulo Costa, morador do Jacintinho.
E se o bairro também contar com feira livre, melhor. É o que acha a dona de casa Joana Santos, também do Jacintinho. “Gosto de poder comprar verduras e frutas frescas. Faltou em casa, basta andar um pouco e encontrar produtos de boa qualidade e preço melhor do que em outros locais, como supermercados”, destaca.
Investimento
De olho nos consumidores que buscam a praticidade, muitos empreendedores acabam por ‘migrar’ de seus bairros para investir nessas áreas movimentadas. Foi o que aconteceu com a design de bijuterias e fisioterapeuta Lizianny Silva. Moradora da Jatiúca, ela escolheu o populoso Jacintinho para abrir sua loja de peças exclusivas. “Escolhi esse bairro pela grande movimentação e, também, por ter uma freira, o que acaba atraindo mais consumidores. Além disso, as minhas peças serão o diferencial porque são exclusivas e aqui no bairro não tem loja de bijuteria com esse mesmo perfil”, enfatiza.
Para poder adequar suas peças à demanda local, a design irá trabalhar com duas linhas em suas coleções: bijuterias com estilo mais popular e outras mais sofisticadas; assim, agrada à nova clientela ao tempo em que mantém a já conquistada. “Tenho clientes já acostumadas com minhas visitas aos locais de trabalho, por exemplo. Vou tentar trazê-las para a loja, mas não vou parar de realizar visitas porque sei que nem todas terão tempo para se deslocar até aqui. Farei os dois trabalhos”, ressalta a empreendedora que desde os 13 anos atua nessa área.
A loja, inaugurada há cerca de um mês, ainda não está como Lizianny deseja, mas o processo de reforma não irá demorar. Assim que participar da Expobrasil, no início de maio, em Maceió, a design irá começar seu trabalho de divulgação e reformulação da fachada, aproximando o estilo da loja ao de suas peças, além de estruturar seu ateliê, que também funcionará no mesmo prédio. E engana-se quem pensa que a empreendedora parará por aí: quando concluir sua pós-graduação em fisioterapia, a ideia é montar um serviço de home care, levando o atendimento a vários bairros da capital.
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Com boa oferta de produtos e serviços, comércio cresce nos bairros
- às
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