Especialistas, moradores e órgãos inseridos na
situação dos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro participaram da audiência pública realizada hoje (28.03), na Câmara Municipal de Maceió (CMM). A Braskem não compareceu e justificou que participaria de uma agenda previamente marcada com o Ministério Público Estadual (MPE) e outros órgãos.
A assessora técnica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Graça Carvalho, apresentou, durante a audiência, as ações articuladas com Sebrae que resultou nas Oficinas de Crédito para os empresários com a Agência de Fomento de Alagoas (Desenvolve), ocorrida no último dia 26, na própria agência, e com Banco do Nordeste do Brasil (BNB), realizada no dia 27, no Sebrae. No próximo dia 1º, a Oficina de Crédito com o Banco do Brasil acontecerá às 19h, na Fecomércio, localizada na Rua Professor Guedes de Miranda, nº 188.
O propósito das Oficinas de Crédito é construir uma estratégia para viabilização de linhas de crédito para os empresários dos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro. Os empresários apresentam quais as suas demandas e situação para as instituições financeiras. A análise individual é necessária porque a situação de cada empresário é específica. A proposta surgiu a partir de reuniões realizadas pela Fecomércio e o Sebrae.
Graça reforçou ainda a importância da participação dos empresários dos três bairros em preencher a pesquisa disponível no site da Fecomércio (fecomercio-al.portaldocomercio.org.br/), elaborada pelo Instituto Fecomércio que tem como finalidade obter um diagnóstico preciso e personalizado de cada empresa localizada no Pinheiro, Bebedouro e Mutange a fim de validar possíveis iniciativas que se façam necessárias no sentido de subsidiar políticas de crédito, benefícios tributários, entre outros procedimentos, para empresários da região.
ANÁLISE
O professor José Geraldo Marques se classificou como um “refugiado ambiental”. Ele sugeriu que seja exigido um boletim oficial técnico semanalmente para assegurar uma tranquilidade para os moradores da região.
O professor Abel Galindo afirmou que é uma irresponsabilidade divulgar que Maceió vai afundar. Ele apontou, por meio de um mapa, a localização das 35 minas de Salgema. Segundo ele, a situação envolve o Pinheiro, o Mutange e Bebedouro, entre a Praça Lucena Maranhão até as imediações do Instituto do Meio Ambiente (IMA).