Café da manhã com empresários discute anseios e desafios do afroempreendedorismo em Alagoas

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A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL) realizou nesta quarta-feira (1) um café da manhã com representantes da Câmara Empresarial de Afroempreendedores. Na oportunidade, foram discutidas questões de interesse da categoria, como formalização, parcerias, mapeamento, estética, cuidados para com a comunidade e a promoção de feiras e eventos.

Para o presidente da Fecomércio AL, Gilton Lima, momentos como esse são importantes tanto para a entidade quanto para os empresários, pois é uma oportunidade para tratar de pleitos e entender melhor como atuar em benefício da categoria. “Estamos de portas abertas para receber nossos representados. O nosso compromisso é ouvir, dialogar e procurar meios para atender as demandas trazidas”, observou.

Os empresários presentes conheceram um pouco melhor a atuação da entidade por meio de uma apresentação realizada pelo superintendente interino da Federação, Victor Hortencio, a exemplo dos serviços oferecidos pela Certificação Digital e pelo Instituto Fecomércio e da possibilidade de firmar convênios com Sesc e Senac, no intuito de disponibilizar ações socioculturais e cursos sob demanda. Hortencio destacou ainda que uma das funções orgânicas da câmara empresarial é buscar expandir para um público maior. “Quanto mais representados conseguirmos alcançar, melhor”, concluiu.

O encontro também serviu para as empresárias presentes, acompanhadas do único homem no grupo, o coordenador da câmara, Jonathan Silva, da Rede Cenafro, discorrerem um pouco sobre sua trajetória com o afroempreendedorismo. A exemplo de Mara Caroline Galvão, da Coloral, que recém lançou a coleção “Nosso Encontro”, em parceria com a C&A, e de Wilma Feitosa, da Biju da Nega, que acaba de firmar parceria com a Magazine Luiza para comercializar seus produtos na plataforma de vendas da varejista.

A empresária Thaisa Dores, da Duafe Acessórios, espera que a aproximação com a Federação, por meio da câmara empresarial, garanta um maior reconhecimento ao trabalho da categoria. “A Fecomércio é um parceiro muito forte para que o afroempreendedor conquiste essa visibilidade. A gente não empreende apenas no mês de novembro, a gente empreende todo o ano. Existem pessoas pretas à frente de negócios em diversos segmentos”, ponderou.

Ainda nesse contexto, Joyce Nobre Aristides, da Nobre Viver de Arte, ressaltou que promover o afroempreendedorismo é muito mais do que incentivar o crescimento de empresas. “Nós, pretos, temos muito o que falar. Nossa ancestralidade grita”, observou.

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