Terceiro painel debate a segurança da informação nas transações virtuais

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No ambiente eletrônico, um dos reflexos trazidos pela pandemia foi o aumento das transações digitais e isso fez com que as empresas buscassem meios mais seguros para essa interação. Este foi o debate trazido pelo painel Aloo Telecom, com o tema Serviços on-line: implantando e comercializando virtualmente, abrindo a programação da tarde do 1º Seminário Alagoano sobre Economia Digital realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL) nesta quarta-feira, dia 28. O painel foi mediado por Felipe Diestchi, gerente do Senac Alagoas.

O sócio-fundador e CEO da Aloo Telecom, Felipe Cansanção, ressaltou que a pandemia antecipou uma transformação digital e a Allo, como uma empresa do segmento de telecomunicações, precisou lidar com um cenário desafiador. Passado o choque do primeiro momento, que foi pensar como manter a continuidade dos serviços de forma segura em casos de necessidade de visitas a casas de clientes ou empresas, o desafio foi atender a demanda crescente a um serviço que se tornou essencial. “A gente teve um aumento de tráfego de 40 a 60% comparado à demanda normal e o desafio foi como fazer a preparação de rede e manter a qualidade do serviço”, disse ao mencionar que um dos projetos da empresa foi a implantação de uma UTI Virtual, quando a equipe teve que entrar numa unidade de tratamento intensivo para instalar roteadores, wi-fi de alta performance e equipamento de transmissão de dados, arriscando-se num ambiente de foco do Covid-19. Apesar dos desafios, Felipe destaca que a tecnologia está no cotidiano e que, paralelamente à preocupação de qual plataforma adotar e como implementar, é preciso também se preocupar com segurança.

No mercado de segurança há mais de 20 anos, Fernando Santos, executivo sênior da Karpersky Brasil, disse que hoje as empresas investem em infraestrutura, buscam por soluções e treinamento de pessoal, mas esquecem da segurança; fato que ficou mais evidenciado nos últimos tempos. “Os ataques a dispositivos móveis quase dobraram em 2020 durante a pandemia”, observou. De acordo com um relatório da Karpersky, um a cada oito brasileiro sofreu tentativas de ataque entre abril e junho de 2020, colocando os brasileiros como um dos principais alvos de phishing do mundo durante os primeiros meses da pandemia. Para reforçar a importância de se investir em segurança, o executivo lembrou do recente caso de vazamento de dados de 220 milhões de brasileiros, o ataque ao sistema do Supremo Tribunal Federal (STF) e o vazamento de informações de dados da Netshoes, que acabou repercutindo em queda nas ações da empresa. Fernando fez um paralelo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). “Na LGP há um artigo que fala que as organizações têm 72h para reportar incidentes de segurança à Agência Nacional. Você tem um negócio e toda uma infraestrutura criada, mas como fazer essa comunicação se sofreu um ataque? Com isso se percebeu a primeira coisa: existe um grande déficit de profissionais para a segurança da informação”, analisou.

Quanto mais as empresas devem se preocupar com a segurança dos dados para minimizar potenciais riscos, melhor para os consumidores, que passam a se sentir mais à vontade para as transações bancárias nas compras on-line. E isso repercutiu no maior sistema de cooperativa de credito do país e a terceira maior rede do sistema bancário, o Sicoob. Com mais de 3.400 agências no Brasil, o Sicoob teve que acelerar a sua transformação digital iniciada em 2016. Márcio Alexandre, superintendente de Governança de TI e Segurança Cibernética, destacou que essa aceleração fez com que 93% das transações da cooperativa passassem a ocorrer via aplicativo próprio. “Praticamente todos os nossos produtos financeiros podem ser feitos via aplicativo específico. É um aplicativo completo com mais de 200 transações que podem ser realizadas com segurança jurídica”, disse. Mas engana-se que ao chegar a esse ponto a empresa pode relaxar. “A proteção de hoje não nos dá garantia de estarmos protegidos amanhã. É um trabalho contínuo e intenso”, asseverou.

A realização do 1º Seminário Alagoano sobre Economia Digital conta com a parceria estratégica Movimento Alagoas Competitiva (MAC); a parceria institucional da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), do Governo de Alagoas, da Prefeitura de Maceió, do Sebrae e do Sistema FIEA; e a parceria corporativa do Sicoob, da Carajás e da Aloo Telecom.

A transmissão do evento foi realizada pela Muvi e com a internet provida pela Aloo Telecom.

Em breve disponibilizaremos a transmissão do evento na íntegra em www.youtube.com.br/fecomercio-al

 

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