Primeiro painel destaca a importância das vendas digitais para o fortalecimento do Comércio

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Comece fazendo o simples. Esse foi um dos conselhos dados por Luíza Trajano, presidente do Conselho Magazine Luíza e do Grupo Mulheres do Brasil, em sua participação no painel CNC com o tema Economia digital: perspectivas, desafios, oportunidades, no 1º Seminário Alagoano sobre Economia Digital realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL) em transmissão on-line nesta quarta-feira, dia 28. O painel teve como mediador Luiz Otávio Gomes, presidente do Movimento Alagoas Competitiva (MAC).

Uma das mais admiradas empresárias do Brasil, Luíza ressaltou que 50% a 60% de suas vendas acontecem via meio digital e, nos locais onde tem a presença de uma loja física, as vendas on-line aumentam ainda mais. “Compra pela internet, retira na loja física em duas horas, sem frete. É a unificação das duas lojas”, pontuou. Essa visão, que hoje parece lógica, resulta de uma decisão ousada de anos atrás, pois enquanto o mercado se movimentava no sentido de separar as vendas das lojas físicas das virtuais, a escolha da rede foi manter a união, mesmo que refletisse financeiramente na bolsa de valores, pois se juntas o valor de mercado era de R$ 400 milhões, se separassem as plataformas de vendas, somente o site valeria três bilhões. “Se a gente tivesse separado do .com, não estaríamos aqui agora”, observou.

Para Luíza, “digital não é um aplicativo, um software, um computador. Digital é uma cultura da simplicidade que não é simples. É uma forma de vender que nasceu das próprias startups”. O Magazine Luíza busca a inovação desde 2001 e um desses caminhos é buscar se antecipar aos problemas, além de envolver os funcionários para saber o que a empresa faz e que não deveria fazer e o que a empresa não faz, mas deveria; auditar balanços e abrir espaço para opiniões e reclamações dos clientes. “Desenvolvi a capacidade de ouvir o que não quero ouvir”, falou ao destaca a importância desse processo para o crescimento empresarial.

Para os pequenos e médios empresários que desejam ingressar no meio digital, os conselhos foram começar com o simples, não esquecer a gestão do negócio, fazer parcerias e ser o mais formal possível. “Não tem segredo: é muito trabalho e humildade para aprender”, disse.

Luíza ainda ressaltou a importância de unir esforços no enfrentamento à pandemia e no apoio à vacinação para atingir a imunização em massa. Em sua visão, a compra de vacinas pelas empresas não é solução, pois “não adianta vacinar os funcionários e deixar as famílias deles de fora”, observou. Em sua análise, entre 2021 e 2022, quando a população estiver imunizada, podendo retomar às suas “vidas normais”, as pessoas vão querer sair de suas casas e voltar a consumir viagens, produtos e serviços. “A digitalização faz vender, mas as lojas físicas não irão acabar. Se fossem, a Magazine Luíza não teria aberto 150 lojas em 2019, 45 em agosto de 2020 e 120 agora”, avaliou.

A permanência das lojas físicas também foi pontuada por José Roberto Tadros, presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) ao abrir o painel. Empresário da empresa mais antiga do Amazonas, fundada por seu bisavô em 1874, Tadros destacou a importância do Comércio para a superação dos impactos econômicos gerados pela pandemia. “Esta atual crise pandêmica se espalhou e assolou todo o mundo e torna-se imperativo e inevitável que se olhe o futuro da atividade do Comércio, que é intermediador para o escoamento das produções, seja agrícola, seja industrial”, afirmou.

Para o presidente da CNC, esta situação acelerou o comércio eletrônico que, em 2020, ganhou o Pix como aliado, trazendo maior agilidade no recebimento das vendas, e a possibilidade de novos serviços com o Saque Pix e o Pix Cobrança. “Facilidades que trarão oportunidades e serviços aos Comércio com a capilaridade do sistema bancário e inclusão financeira”, disse.

Foi pensando em formas de facilitar o encontro entre quem produz e quem vende, que o Governo de Alagoas, participante do painel com Rafael Brito, secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e do Turismo em Alagoas, lançou o site www.alagoasfeitaamao.com.br. A iniciativa visa fazer com que a economia digital ajude diretamente os pequenos e microempreendedores no segmento do artesanato, além de fazer parte de um projeto maior que inclui a isenção de ICMS, a participação em feiras nacionais e internacionais e a realização de capacitações, contribuindo para escoar a produção. “Nos próximos dias, faremos uma rodada de negócios no marketplace com os 70 maiores players do designer brasileiro”, afirmou

Rafael Brito falou que nos últimos dois anos o governo vem intensificando transações no ambiente virtual, destacando a parceria com a Decolar.com. Segundo o secretário, um acordo com a plataforma, considerada a maior empresa digital de turismo em todo Brasil, fez com que o destino Alagoas saísse da sétima para a terceira posição no ranking de vendas, ficando atrás somente de São Paulo e Rio de Janeiro.

A realização do 1º Seminário Alagoano sobre Economia Digital conta com a parceria estratégica Movimento Alagoas Competitiva (MAC); a parceria institucional da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), do Governo de Alagoas, da Prefeitura de Maceió, do Sebrae e do Sistema FIEA; e a parceria corporativa do Sicoob, da Carajás e da Aloo Telecom. A transmissão do evento foi realizada pela Muvi e com a internet provida pela Aloo Telecom.

Em breve disponibilizaremos a transmissão do evento na íntegra em www.youtube.com.br/fecomercio-al

 

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