Fecomércio recebe o cônsul geral da Argentina

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Como desdobramento do programa “Sua Empresa Mundo afora – fazendo bons negócios”, da Fecomércio, a diretoria da entidade e convidados receberam o cônsul geral da Argentina, Alejandro Lastra, na sede da Federação para tratar da internacionalização.

O consultor da Fecomércio, Luizandré Barreto, ressaltou que a complexidade é grande quando o tema é importação. Ele lembrou que houve uma conversa com o presidente da Federação, Wilton Malta, no ano passado para fazer missões internacionais. “Só teria um aproveitamento mais positivo quando os empresários souberem o passo a passo porque tem documentos e nomenclaturas específicas”, esclareceu.

Malta explicou ao cônsul que a Fecomércio está fazendo um trabalho para orientar os empresários localmente. Luizandré destacou que o trabalho realizado pela entidade no que se refere a importação é único. “Estamos pegando no braço do pequeno e do grande para orientar como fazer o processo de importação. Temos uma complexidade da nossa tributação, mas os empresários podem ter algum benefício”, comentou.

Argentina é um grande produtor de alimentos e, em Alagoas, existem grandes empresas do setor alimentício. “O nosso trabalho consiste em educar a cadeia do comércio para a importação direta. Ensinar desde habilitação até a internacionalização da mercadoria”, disse Luizandré.

O programa ‘Sua empresa mundo afora’ tem como intenção propor um comércio bilateral. É um trabalho educacional. “Temos vários tipos de empresas. É uma complexidade de números e estamos nesse papel de instruir com segurança como fazer comércio com outros países. O estado tem um grande volume de consumo de alimentos e tem pouquíssimas empresas importadoras no segmento”, afirmou.

O consultor tributário Marcos Garcia citou como diferencial alagoano o fato de o Estado possuir, desde 2003, uma legislação que permite quitar o ICMS ao adquirir produtos importados. “O ganho da empresa é exatamente o deságio. Não se trata de benefício fiscal”, explicou. Ele afirmou ainda que essa legislação tem suporte na federal, tudo feito com outorga da Sefaz. Como o programa da Fecomércio é para auxiliar os empresários no sentido de colocar na planilha os custos que vai ocorrer com a importação, ele falou da possibilidade de se trabalhar para futuramente conseguir algumas liberações de taxas.

Na oportunidade, os presidentes do Sincadeal, Valdomiro Feitosa, e da Acadeal, José Augusto Gomes, falaram sobre o cenário do setor atacadista no Estado e suas potencialidades. Segundo eles, a cadeia atacadista funciona comprando das indústrias, na maioria fora de Alagoas, e abastece a cadeia supermercadista atendendo os supermercados de pequeno e médio porte. Os supermercados de grande porte – a maioria multinacional –  são atendidos direto pela indústria. Neste cenário, o que precisa é criar a cultura de importação.

A Fecomércio vai participar da Feira e Exposição Alagoana de Supermercados (Fesuper), que acontecerá em Arapiraca, a partir do próximo dia 24, e terá também um espaço para a palestra com o Luizandré sobre o programa de importação. No momento, a Federação fará um diagnóstico dos interesses do setor supermercadista para levantar quem deseja importar da Argentina e vice-versa, enviando essa relação ao cônsul. Da parte do cônsul, ele vai fixar uma rota de agendas para dar continuidade ao programa. Em novembro, a Fecomércio deverá receber a minuta do convênio que será firmado entre as partes.

Participaram da reunião os presidentes do Sindilojas União, Adeildo Sotero; Sirecom, Arthur Guillou; diretora Regional do Senac, Telma Ribeiro; diretora da ABIH, Tereza Bandeira; consultor tributário, diretor de Administração e Finanças do Sebrae, Roberval Cabral; Marcos Garcia e o integrante do Conselho Fiscal da Fecomércio, Manoel Baía. Para mais informações: 3026-7200 – falar com a Assessoria Técnica da Fecomércio.

 

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