Recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) trouxe dados preocupantes sobre a economia brasileira. De acordo com os números divulgados em 30 de novembro, no terceiro trimestre de 2016 o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro apresentou queda de 0,8% se comparado ao trimestre anterior. De janeiro a setembro, o PIB do ano de 2016 apresenta uma queda de 4% em relação ao mesmo período de 2015. Notamos que as recentes medidas do Governo Federal visando aumentar a austeridade dos gastos públicos são insuficientes, ainda que louváveis. Faz-se urgente um movimento nacional de recuperação da economia. Temos certeza que o setor varejista deve ser protagonista nesse processo.
A desoneração do varejo deixou de ser uma pauta setorial e se transformou numa pauta nacional. É preciso divulgar que o setor varejista é quem mais gera emprego no Brasil e, paradoxalmente, quem mais paga impostos. Na prática, o setor é punido por ser quem mais ajuda. É preciso, dentre outras medidas, rever o peso do ICMS sobre o comércio varejista. Em momentos de grandiosos desafios, estimular esse segmento significa resguardar o bem-estar de milhões de famílias brasileiras.
Segundo o Instituto Fecomércio, o índice de confiança do empresário maceioense em outubro de 2016 é o maior desde outubro do ano passado, sinalizando que – apesar dos pesares – a esperança não abandonou o empreendedor alagoano. Isso demonstra a boa disposição do empreendedor para a formação de uma frente nacional, intersetorial de recuperação de nossa economia. Estamos convencidos que a defesa do setor varejista é o primeiro passo para a retomada do crescimento econômico.
Wilton Malta é presidente da Fecomércio AL.