
Uma iniciativa conjunta da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL) com a Associação Brasileira de Indústria de Hotéis – Alagoas (ABIH AL) promoveu o ‘Comercialização internacional de produtos e serviços para meios de hospedagem’, nesta tarde (17), no Hotel Ponta Verde.
Na ocasião, empresários do setor tiveram a oportunidade conhecer ideias e projetos que podem impactar positivamente em seus empreendimentos. “Nós temos, no comércio, essa grande necessidade hoje de importar, mas encontramos um pouco de dificuldade: como faço, onde começo, o que preciso para poder trazer produtos de fora? Por isso esse encontro com duas pessoas que têm conhecimento na área de hotelaria”, afirmou o presidente da Fecomércio, Wilton Malta.
A parceria das entidades busca, além da questão comercial de consolidar Maceió como destino turístico, dar suporte ao setor, facilitando para que os hotéis consigam comprar melhor. “O objetivo é facilitar para a hotelaria, para que compre barato em mercados ainda não explorados com pessoas que têm know-how de comprar fora do Brasil com qualidade”, observou o presidente da ABIH, Milton Hênio.
Painéis
O primeiro painel do encontro trouxe o tema ‘Soluções e projetos com custos reduzidos em produtos e serviços para meios de hospedagem’, com Miki Hiroshe, da HLoft Soluções para Hotelaria. Contando um pouco de sua trajetória, o empresário explicou as vantagens da implantação hoteleira, que atua desde o planejamento até a entrega do empreendimento.
Nesse caminho, a importação de bens e insumos podem gerar benefícios, pois o custo geralmente é mais acessível do que os nacionais, ainda mais quando se importa grandes quantidades. “Na implantação hoteleira a gente aprende que a cada 100 reais que se economiza num apartamento vale muito, pois ao final será multiplicado por 100, 200 ou 500”, avaliou Miki. Apesar das vantagens, o empresário ressaltou que alguns produtos que demandem manutenção e assistência técnica não devem ser importados, a exemplo televisores, fechaduras e cofres. Já pisos e revestimentos de parede compensam, saindo mais em conta do que comprado aqui, assim como outros produtos.
A pauta do segundo painel foi ‘Comercialização internacional: caminhos para sua empresa estar preparada para esta realidade’, com Luizandré Barreto, da LBSN Gestão Corporativa e Comex. Com a experiência de que trabalha com importação desde 2003, o consultor disse que hoje as pessoas já veem a importação com mais naturalidade. “Hoje as pessoas já começam a aceitar mais isso. Temos grandes empresas multinacionais cuja fábrica está na China. Trabalho com a China há 15 anos e nunca tive problema de quebras ou não entrega de mercadorias”, afirmou, acrescentando que para o empresário ter eficiência na importação, pagando bem e assegurando o transporte de sua mercadoria, é preciso ter conhecimento.
E esse conhecimento implica alguns passos, como a identificação e desenvolvimento de produtos no exterior a partir da demanda da empresa e da busca por fornecedores. “A parte de desenvolver produto não é entrar em site chinês e entrar em contato com o fornecedor. É, na realidade, a etapa de inspecionar o fornecedor, checar se ele é idôneo e tem capacidade de exportar para vocês”, explicou. Os demais passos são: a análise da viabilidade da operação de importação, na qual se insere a comparação dos valores de produtos nacionais e importados; simular os custos da operação, verificando se de fato é vantajoso; e fazer o credenciamento e enquadramento perante os órgãos licenciadores (Receita Federal, Sefaz, etc).
No âmbito estadual, o consultor lembrou que o Prodesim para o setor hoteleiro elimina o ICMS para os produtos ativos imobilizados, como elevadores e equipamentos de cozinha, o que classificou como uma redução tributária única e conhecida por poucos investidores. “As pessoas têm que acabar com a imagem de que para importar tem que trazer um container cheio. Esse é o grande viés: apresentar ao pequeno, médio ou grande empresário que ele tem capacidade de importar. O mercado oriental que vender e realmente a gente tem que saber comprar”, finalizou.
O diretor da Fecomércio e presidente do Sirecom AL, Arthur Guilou, participou do encontro.