Painel debate a fidelização dos associados no fortalecimento dos sindicatos

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Divulgar as ações visando o fortalecimento foi o ponto de convergência do painel “A importância da fidelização dos associados no fortalecimento dos sindicatos”, no segundo dia (25/05) do 33º Congresso Nacional dos Sindicatos Empresariais (CNSE), em João Pessoa (PB). O painel foi coordenado pelo presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL) e do Sindicato do Comércio Varejista de Arapiraca (Sindilojas Arapiraca), Wilton Malta, e o presidente da Fecomércio AC, Leandro Domingos.

Participaram como debatedores Diogo Chamun (RS), Paulo Kruse (RS) e José Carlos Palma Ribeiro (GO). Todos foram unânimes ao afirmarem que as entidades sindicais devem buscar meios de comunicar suas ações aos seus representados, principalmente num momento em que se discute a obrigatoriedade da contribuição sindical. “Precisamos comunicar melhor e mostrar os feitos e conquistas, porque isso não está sendo percebido pelo nosso público”, afirmou Diogo.

As lideranças sindicais disseram estar preocupadas com o futuro das entidades, caso haja, de fato, o fim da obrigatoriedade. Isso porque, embora muitas já agreguem a prestação de produtos e serviços ao trabalho de representatividade, essa parte comercial nem sempre gera a autossustentabilidade; daí a importância de fidelizar os associados.

“Fidelizar pelo fortalecimento de nossa imagem; esse é um trabalho contínuo que temos que fazer. Temos que direcionar nossas ações, seja no público interno para que entenda esse novo posicionamento, mas também para fidelizar”, pontuou Malta. O gestor disse que, em Arapiraca, foi feita uma parceria com a Fecomércio na comercialização da certificação digital e que realiza um trabalho de manutenção de reconhecimento do público – principalmente com os contadores – e o empresariado geral. “É uma forma de trazer associados”, complementou.

De acordo com os participantes do painel, as entidades devem agir de maneira profissional para mostrar seu valor e, assim, ter continuidade. Mas foram enfáticos: a representatividade em defesa dos representados sempre será a missão dos sindicatos, embora os tempos modernos estejam conduzindo as entidades a atuarem no mercado. “Temos que buscar convênios, tipo telefonia, saúde, o que for. Temos o exemplo da certificação digital que, por ter envolvimento direto da assessoria contábil, despertou interesse e vários sindicatos passaram a comercializar. O mercado hoje é voraz e temos que fazer isso sem a mesma expertise daqueles que atuam na área comercial”, avaliou Paulo Kruse.

“A entidade sindical deve estar engajada em todas as esferas para poder lutar em defesa dos interesses dos seus representados”, complementou Leandro Domingos.

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