Fonte de custeio das entidades sindicais é discutida por patronal e laboral no 33º CNSE

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Encerrando a participação no 33º Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais (CNSE), em João Pessoa (PB), a delegação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL) e de seus sindicais filiados, acompanhou, hoje (26/05), a programação técnica do evento com ênfase nos painéis e talks shows que debateram ética, fonte de custeio, ações administrativas e gerenciais em sindicato.

Compõem a delegação alagoana os presidentes do Sindilojas Arapiraca, Wilton Malta; Sindilojas Palmeira dos Índios, Gilton Lima; Sindilojas União dos Palmares, Adeildo Sotero; do Sindilojas Penedo, Ana Luíza Freire; do Sincadeal, Valdomiro Feitosa; do Sirecom, Arthur Guillou; da Junta Provisória do Sincofarma, José Carlos Medeiros; e do Secovi, Nilo Zampieri, bem como por dirigentes, executivos e assessores das entidades.

O Brasil possui 17 mil sindicatos, sendo 15 mil de representações laborais. Segundo Evaristo Costa, presidente da Fecomércio GO e coordenador do painel “Fonte de custeio da atividade sindical”, de acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, existem 1.060 sindicatos ligados ao comércio e, destes, aproximadamente 740 não têm autossustentabilidade e 240 sem condições de sobrevivência.

Como debatedor do painel, o deputado federal e presidente da Fecomércio SE, lamentou o fato de pessoas más intencionadas criarem entidades sindicais apenas visando a contribuição sindical; fato que gerou descrença e levou o Congresso Nacional a pensar o fim da obrigatoriedade da cobrança. Para o parlamentar, que fez três/ emendas ao projeto, o posicionamento da CNC e do setor foi no sentido de encontrar um ponto de equilíbrio, pleiteando que o fim da obrigatoriedade ocorresse ao longo de cinco anos, o que daria tempo das entidades que realmente atuam na representatividade se reestruturarem.

“A gente precisa conhecer e dar sustentação aos verdadeiros sindicatos: aqueles que atuam com qualidade, valor e que chegam próximo ao cliente, como vocês, dirigentes sindicais, que se reúnem para discutir melhorias. Esses bons homens e mulheres que aqui estão não podem pagar pelos maus. Então, reformar o sindicalismo no Brasil é uma palavra de ordem”, enfatizou Laércio.

O pensamento do parlamentar foi complementado por Evaristo Costa (CO). “Não dá para pensar em fonte de custeio em um dia, uma semana, um mês. Não sabemos o que irá acontecer no Congresso Nacional na próxima semana. Precisamos discutir novas fontes de recursos – que são necessárias – juntamente com o laboral, pois um não sobrevive sem o outro. Todos nós somos trabalhadores. Devemos construir a continuidade desse sistema sindical brasileiro”, falou.

Convidado a participar como debatedor, o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, disse que a entidade é reformista. “Para mim, a mais importante delas é a reforma política. Vivemos uma sequência de interferências na atividade legislativa. Hoje temos muito mais resoluções e enunciados do Judiciário interferindo nas relações de capital e comércio. Quem está efetivamente legislando no Brasil é o Judiciário”, pontuou, acrescentando que a outra reforma que seria importante é a tributária. “Vocês são empresários e muitos não podem dizer que são donos porque 37% de suas empresas pertencem ao governo. É um absurdo o que se faz com os tributos do país”, alfinetou.

Patah criticou o fim do diálogo entre governo e entidades sindicais na discussão do reforma trabalhista. “Somos favoráveis ao aprimoramento das relações de trabalho, mas não ao fim do diálogo”, disse. Para ele, empresários e trabalhadores devem buscar soluções conjuntas. “Cabe a nós que aqui estamos iniciarmos um movimento com um documento elaborado; dar o primeiro passo. Quanto mais se valoriza uma instituição sindical, mais o Brasil pode crescer. Queremos a mesma coisa: um país sem corrupção, que tirou educação e saúde do povo. Não é eliminando o movimento sindical que vão acabar com as corrupções e dar cidadania”, asseverou.

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