A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), deu sequência, na manhã de hoje (15/07), à Série de Entrevistas. No segundo dia do evento, foram sabatinados os candidatos Eduardo Tavares (PSDB) e Golbery Lessa (PCB). Conforme determinado pelas regras, num primeiro momento os candidatos responderam cinco perguntas formuladas pela entidade para, logo após, a palavra ser franqueada ao público presente.
O encerramento da Série de Entrevistas será amanhã, dia 16, com o candidato Renan Filho (PMDB), às 10h30, no Auditório do Senac (Rua Pedro Paulino, 77 – Poço). Confira os principais pontos dos debates de hoje:
Eduardo Tavares
O candidato Eduardo Tavares abriu as entrevistas do dia. Questionado sobre o tipo de política que pretende adotar para incentivar as micro e pequenas empresas, Tavares afirmou que, nos últimos sete anos, o número de empreendedores classificados nessa atividade saltou de sete mil para 80 mil; fato considerado positivo pois, sendo Alagoas um estado pequeno e com população concentrada nas áreas urbanas, a microempresa é o caminho para gerar emprego, renda e acabar com a informalidade. “Lógico que precisamos, para isso, simplificar mais ainda a abertura das microempresas”, ponderou.
No tocante ao crescimento econômico e o setor industrial, Tavares afirmou que o Estado sofre com a estagnação, fato que deve ser contornado com políticas mais efetivas que gerem produção de renda por meio de estímulos, mas que também considere o interesse social.
Em relação a como pretende fomentar os setores do Comércio, Serviços e da Construção Civil, o candidato asseverou serem estes os setores que mais empregam no Estado, contribuindo com parcela significativa das receitas. Apesar disso, este setores sofrem com a desaceleração na geração de emprego e, na visão do candidato, contribuem para esse processo o comércio informal e a pesada carga tributária. “Precisamos criar condições para que os comerciantes, que produzem riquezas nessas atividades, sejam incentivados. Nossa carga tributária é muito alta. Precisamos incentivar novas maneiras de gerar emprego. O Governo deve trabalhar de mãos dadas com comércio, indústria, turismo e serviços para lá na frente recolher os benefícios”, asseverou.
Golbery Lessa
Dando continuidade às sabatinas, o segundo candidato entrevistado foi Golbery Lessa. Abordando pontos econômicos que acabam por respingar na Cultura e no Turismo de nosso Estado, Lessa afirmou que a sociedade capitalista em Alagoas sofreu involução a partir dos anos 60, com diminuição da participação da indústria. Atualmente, o Estado concentra a exportação em poucos produtos, o que acarreta pouco retorno financeiro e gera um isolamento no cenário econômico. Para ele, é preciso superar o mito de que é a grande empresa que gera economia e privilegiar a micro e pequena empresa, que geram a economia criativa na qual se inserem turismo, música, informática, dentre outras áreas. “O turismo e a cultura precisam ser vistos dentro desta perspectiva. Não adianta nós termos praias bonitas e belezas naturais, se não tivermos capacidade de reter o turista por mais tempo e criar pontos referenciais”, avaliou.
Quando questionado sobre a previdência pública, Lessa disse não concordar com a tendência mundial de achar que a previdência é prejudicial à economia, uma vez que essa análise baseia-se em cálculo que leva muito em consideração o aumento na expectativa de vida. Para ele, isto é um erro, pois desconsidera o aumento de produtividade por parte de quem ficou no mercado. Dessa forma, o problema da previdência pública é justamente a concentração de capital trazida pelo aumento da produtividade.
Para o candidato, o problema da falta de recursos para investimento em Alagoas vem do fato de a metade dos municípios não pagarem impostos e da alta dívida pública. No tocante à modalidade urbana, a ideia é investir no sistema ferroviário rápido, a exemplo do VLT, tanto na capital quanto no interior. Particularmente para a capital, Lessa ponderou ser uma boa iniciativa levar esse tipo de transporte para a Fernandes Lima, mas disse estar preocupado quanto à forma de execução das obras, para que não haja margem para a corrupção. Outra alternativa apontada pelo candidato foi a implementação de ciclovias. “Precisamos de mais corredores rápidos de ônibus na via expressa, mas também pensamos em desestimular vias que não viabilizem outros tipos de modais, como bicicletas. É um mito acreditar que a duplicação resolve problema de transporte, pois cria demanda de valorização de terrenos e aumento do fluxo no transporte”, avaliou.
O estímulo à agricultura familiar e uma atuação mais efetiva da Emater também forma pontos defendidos pelo candidato. No tocante à violência, Lessa disse que esta não é resultado apenas da política de segurança, mas reflexo da falta de referenciais sociais da população, o que nos leva à necessidade de implementar políticas públicas nas diversas áreas, como saúde, educação e cultura.
- Notícias
Segundo dia de sabatinas da Fecomércio AL teve participação de candidatos do PSDB e do PCB
- às
Compartilhe:
Leia mais