
A Aliança Comercial reuniu empresários do Centro de Maceió para um almoço nesta quarta-feira, dia 8. O superintendente e assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Victor Hortencio, participou do encontro, que também contou com a presença do senador Rodrigo Cunha.
Na oportunidade, a pesquisa sobre o Centro de Maceió foi entregue ao gestor público, atual pré-candidato ao Governo de Alagoas, como uma forma de auxiliar a construção de um plano de governo que venha a propor soluções aos problemas enfrentados na região.
“O levantamento traz dados importantes sobre o Centro. São mais de 4 mil empresas com um faturamento anual estimado em R$ 2 bilhões, além de outras informações que podem contribuir para projetos de melhorias locais”, disse o Hortencio.
A presidente da Aliança Comercial, Andreia Geraldo, ressaltou que os empresários do Centro buscam construir soluções em conjunto e destacou o potencial econômico da área. “É o maior centro de compras do Estado; o local onde vêm pessoas de todos os municípios. A gente não toma partido. Nosso papel é construir soluções e cobrar do poder público”, falou.
Números
A pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio AL sinaliza que o Centro da capital alagoana conta hoje com 4.472 empresas, sendo que 2.856 são microempresas. A pesquisa mostrou ainda que 47% das pessoas que frequentam o Comércio residem na parte alta de Maceió, 57% são mulheres, 73% tem de 19 anos a 45 anos, 60,87% trabalha no setor de comércio e serviços, 53% possui renda entre um e dois salários mínimos e 40,68% utiliza o transporte público para ir ao Centro.
O estudo também apresenta a percepção do público do Comércio sobre alguns aspectos da região. Em avaliação de 0 a 10, a mobilidade urbana ficou com uma média ponderada de 3,82, o tráfego de veículos nas ruas do Centro ficou com 4,26 e a estrutura das praças ficou com 4,44. Ainda conforme os dados obtidos, 57% dos entrevistados entende que infraestrutura e mobilidade precisam ser melhoradas, 88% aponta a necessidade da disponibilidade de banheiros públicos no local e 55% considera ruim ou péssima a presença de ambulantes no Comércio.

