Participação de Renan Filho (PMDB) encerra a Série de Entrevistas da Fecomércio AL

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Encerrando a Série de Entrevistas com os candidatos ao Governo de Alagoas, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio/AL) sabatinou, na manhã desta quarta (16/07), no auditório do Senac Poço, o candidato Renan Filho (PMDB); conforme ordem definida previamente em sorteio. A atividade contou com o apoio do Sesc e do Senac.
Desde segunda (14/07), a entidade promoveu um espaço democrático para que o setor produtivo e a sociedade em geral conhecessem as propostas dos postulantes ao governo estadual. Além do entrevistado do dia, participaram da edição deste ano os candidatos Mário Agra (PSOL), Joathas Albuquerque (PTC), Eduardo Tavares (PSDB) e Golbery Lessa (PCB).
Para o presidente da Fecomércio, Wilton Malta, as sabatinas contribuem para o voto consciente nesse processo tão democrático, que é a escolha de um representante nos cargos públicos. “Nossa intenção é garantir um espaço que proporcione a todos a oportunidade de conhecer cada candidato para, no dia da eleição, a escolha do voto seja consciente e que possa garantir avanços positivos para Alagoas”, ressaltou.
Renan Filho
Assim como aconteceu nos dias anteriores, o candidato Renan Filho começou respondendo perguntas feitas pela Fecomércio para, em seguida, interagir com o público presente. O primeiro questionamento foi direcionado à forma como seu governo pretende trabalhar a agricultura familiar, uma vez que o Estado apresenta redução em sua capacidade produtiva. De acordo com o candidato, dois fatores levaram a essa queda: o avanço da cultura da cana-de-açúcar nas áreas mais produtivas e a dificuldade de ofertar a infraestrutura necessária aos pequenos produtores. “A agricultura familiar é fundamental para que possamos erradicar a miséria extrema em Alagoas. Nós precisamos dar condições para a produção agrícola estar em todas as regiões do Estado”, ponderou. Para ele, as políticas do governo estadual devem ser aproximadas das políticas do governo federal, a exemplo do Programa Água para Todos, levando cisternas para todas as casas da zona rural. O candidato lembrou, ainda, a importância do bom uso das águas do Canal do Sertão para estabelecer um perímetro irrigado e contribuir para a produção, mas criticou a situação em que se encontra a Emater.
Sobre desenvolvimento econômico e a geração de emprego e renda, Renan disse que Alagoas tem feito muito pouco e que, desde 2007, é o Estado que mais desempregou. Em sua visão, as pequenas indústrias ampliam a geração de emprego e, por isso, devem ser incentivadas. “Alagoas precisa, verdadeiramente, gerar novos empregos. Nós temos que estimular ramos de mão-de-obra intensiva e, para isso, temos que incentivar diferentemente as pequenas e micro empresas; trazer para elas incentivos fiscais que possam garantir a competitividade e repensar a sua instituição tributária”, avaliou.
No tocante ao modelo de gestão administrativa, o candidato disse que há necessidade de fazê-la focando em dois fatores fundamentais para a Administração: planejamento e gestão. Neste particular, a boa gestão é aquela formada pela montagem de uma boa equipe e de bons sistemas de acompanhamento de gestão. Para ele, Alagoas precisa modernizar sua gestão descentralizando suas responsabilidades. “Para modernizar a gestão, tem que ter autonomia nas pastas. Autonomia para a educação e para a saúde pública para elas próprias identificarem quais são os investimentos fundamentais para melhorar suas políticas públicas”, exemplificou, acrescentando que, caso eleito, os gestores da educação, saúde, segurança, planejamento e da Fazenda serão nomeados de forma técnica.
Renan ainda falou sobre a necessidade de realizar um efetivo sistema de saneamento básico e de fomentar as expressões culturais e o turismo em Alagoas; Estado com potencial não apenas para o turismo de lazer, mas também para o turismo de negócio, ecológico e religioso. Sobre a política de segurança pública e a escalada da violência, disse que irá apresentar soluções para as medidas socioeducativas em Alagoas e criticou o fato da atual gestão devolver recursos ao Governo Federal. Em relação à educação, afirmou que pretende priorizá-la, trabalhando o ensino técnico profissional associado ao ensino médio em parceria com o Sistema S e o Pronatec, bem como a expansão das escolas técnicas federais, a promoção de atividades desportivas e de reforço escolar, o fornecimento de transporte escolar a adequação do ensino das unidades rurais considerando as necessidades locais.

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