Em junho, intenção de consumo do maceioense cresce acima da média nacional

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Uma elevação de 1,5% na Intenção de Consumo das Famílias (ICF) da capital alagoana foi revelada em pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e analisada pelo Instituto Fecomércio de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento do Estado de Alagoas (IFEPD).
Em junho o ICF alcançou 138,1 contra 136,1 pontos registrados em maio. Analisando-se o contexto anual, de janeiro a junho a média do ICF é de 133,8 pontos, aproximando-se dos 134,6 pontos alcançada da média anual de 2013.
De acordo com a pesquisa, a desaceleração no consumo – verificada no ano passado e no início do atual – parece não alcançar as famílias nordestinas, uma vez que seus dados demonstram queda de 7,4% do ICF na média do Brasil ao se comparar junho deste ano com o de 2013. Nesta mesma base, a ICF cresceu 4,3% no Nordeste, registrando 135 pontos; o nível mais alto entre as regiões e o único a continuar a crescer.
Os resultados confirmam o contínuo crescimento das expectativas de compras dos consumidores de Maceió e, na análise do Instituto Fecomércio para o mês de junho, refletiu a realização da Copa do Mundo no Brasil, que acabou por influenciar no bom desempenho de alguns segmentos varejistas com a comercialização de artigos voltados às comemorações, bem como do setor de serviços, como bares, restaurantes e similares. Paralelamente, as festas juninas também repercutiram na elevação da intenção de consumo, além do crescimento do emprego e renda nos próprios setores de comércio e serviços.

Renda
O ICF teve melhor desempenho no grupo de famílias que ganham mais 10 salários mínimos (s.m.). Nesse segmento, o indicador passou de 160, em maio, para 161,5 pontos, em junho, significando crescimento de 0,9%. Entre as famílias que ganham até 10 s.m., o Índice saiu de 134,6 para 136,6 pontos; uma elevação de 1,5%.
Do universo dos entrevistados, 63,4% afirmaram que está mais fácil o acesso a crédito em contraponto com os 15,3% que consideram estar mais difícil, enquanto 19,1% acreditam que as oportunidades de acesso a crédito continuam semelhantes às do ano passado.
O Índice de Consumo resulta do cálculo médio de outros indicadores, os quais são avaliados separadamente, podendo variar positiva e negativamente. Em junho, as variações positivas foram a situação do emprego (17%), a perspectiva profissional (4%), o nível de consumo atual (3%) e a situação da renda atual (2%). Já os índices de acesso ao crédito (-9%) e compra de bens duráveis (-2%) variaram negativamente.
A pesquisa pode ser conferidas em https://www.fecomercio-al.com.br/ifepd/

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